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Notícia: Algodão: metade da safra mundial será transgênica em 06, diz estudo
01/02/2005 Metade da produção de algodão mundial será de sementes transgênicas já no próximo ano, o que pode levar ao aumento da produtividade e melhora da qualidade do produto, conforme apontaram cientistas durante o encontro anual do Conselho Nacional do Algodão (NCC, na sigla em inglês). Phillip Wakelyn, pesquisador do conselho, e M. Rafiq Chaudhry, do Comitê Internacional de Algodão, disseram que mais países estão comercializando variedades de algodão geneticamente modificadas, resistentes a insetos e herbicidas. Na temporada atual, cerca de 80% da safra de algodão dos EUA é transgênica, assim como 24% da safra dos outros países. Ná média, 35% da produção mundial é transgênica. A tendência é que esses volumes aumentem. "Com o Brasil, China, Índia e Paquistão expandindo (a área de produção de algodão), a produção rapidamente crescerá para 50%", apontou Wakelyn. Segundo os cientistas, esse número continuará crescendo à medida que mais países permitirem a produção de algodão geneticamente modificado. "Muitos países ainda vêem o assunto com certa apreensão", disse Wakelyn. Entretanto, ele explicou que muitos desses países, como é o caso do Brasil, por exemplo, já produzem algodão transgênico, mas ainda é necessário que o governo aprove essa produção. De acordo com um estudo sobre o assunto, cerca de nove países, que representam 60% da área mundial, comercializam variedades transgênicas de algodão. O produto geneticamente modificado, em média, custa entre US$ 35-40 a mais por acre, em relação ao produto convencional. Porém pode reduzir os gastos com inseticidas. Muitos cientistas afirmam que ainda não foram detectados riscos à saúde humana, entretanto eles notaram que alguns insetos e ervas daninhas podem desenvolver uma tolerância a esse tipo de algodão. Para Wakelyn o OGM é muito benéfico a pequenos produtores de muitos países em desenvolvimento, que muitas vezes não têm acesso a inseticidas. As informações são da Dow Jones. (Alexandre Rodrigues, AE)